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Feitas para Durar: Méritos das Empresas Visionárias – Metas Audaciosas e Culturas da Devoção

Em busca pelo reconhecimento dos talentos das empresas visionárias, James C. Collins em seu livro Feitas para Durar reconhece dois fatores importantes que definem suas condutas de sucesso: metas audaciosas e culturas de devoção. Segundo ele, uma meta audaciosa envolve as pessoas pertencentes à organização, pega-as de jeito. É algo concreto, excitante, voltado para algo altamente específico e é, por isso, que é capaz de ser cumprida trazendo resultados incomparáveis. Isto acontece porque se estabelece ainda uma cultura de devoção, onde coexiste em harmonia controle ideológico e autonomia operacional dos colaboradores.

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Relações de Transferência na Empresa: Confusões e Atritos no Processo Decisório

Manfred F. R. Kets de Vries discute as tramas psicológicas de relacionamento que se desenvolvem nas organizações através do artigo Relações de Transferência na Empresa: Confusões e Atritos no Processo Decisório. Ele inicia suas considerações revelando as origens e a essência dos mecanismos de transferência nas relações interpessoais. Reconhece ainda a existência de três grandes estruturas de transferência: a idealizada; a narcisista e a persecutória. Ele as discute sempre em duas perspectivas diferentes, quando adotadas pelo líder ou como fruto do comportamento do subordinado. Na imagem a seguir, uma representação de transferência de um indivíduo – as condições de assimilação do comportamento quando criança e a sua reprodução quando adulto, adaptada a realidade de trabalho.

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Espaço, Identidade e Organização

Em seu artigo Espaço, Identidade e Organização, Gustave-Nicolas Fischer, discute a dimensão dos espaços físicos nas organizações como forma de entender as relações de trabalho. Ele parte da compreensão de uma Psicologia Ambiental para estabelecer os aspectos humanos relevantes nas relações de interação dos indivíduos nas empresas. Discute assim, aspectos importantes como território, dominação territorial, demarcação de territórios, o espaço pessoal e os processos de apropriação de espaços. Ele demonstra que o espaço é o espelho da organização, discutindo a sua evolução a partir do modelo taylorista a uma nova dinâmica comportamental consonante com a empresa atual e com suas realidades culturais. Avança ainda, no sentido de ponderar sobre novas perspectivas de equacionamento do espaço a partir dos avanços tecnológicos, como resumido na figura, a seguir.

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Feitas para Durar: Méritos das Empresas Visionárias – Mais do que Lucros e Estimular o Progresso

James C. Collins em seu livro Feitas para Durar assinala duas importantes questões que demonstram a tenacidade das empresas visionárias. Primeiramente, elas partem do princípio de trabalhar com posicionamentos aparentemente contraditórios que ele denomina “genialidade do E”. Assim, por exemplo, elas traçam seus objetivos para esferas além do lucro e buscam-no também de forma pragmática; definem uma ideologia central relativamente definida e não renunciam a mudança e ao movimento empresarial contínuos. Na imagem, uma das características marcantes das empresas visionárias: a autoconfiança. Através dela, seus movimentos a conduzem a novos patamares de desempenho. Uma questão sempre negligenciada por empresas tradicionais.

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Linguagem do Corpo, Gestualidade e Comunicação

Em relevantes reflexões sobre a expressão corporal na vida profissional, Pierre Feyereisen e Jacques Dominique de Lannoy em seu artigo Linguagem do Corpo, Gestualidade e Comunicação, descrevem os fenômenos que conduzem à formação da empatia, relacionando as perspectivas teóricas no estudo dos sinais corporais, a análise intercultural dos gestos e a perspectiva etológica dos gestos nas organizações. Desta forma, é possível conhecer as disposições comportamentais associadas à gestualidade e as relações entre os gestos e a palavra na comunicação. Na imagem, importantes características associadas à gestualidade: os papéis sexuais (a diferença entre os padrões gestuais masculinos e femininos); os traços de personalidade (a expressividade dos selfs nos gestos); as mentiras e contradições (quando os gestos denunciam falsas expressões verbais) e a evolução dos gestos no tempo (as transformações da expressividade gestual humana ao longo da história).

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Tempo de Trabalho: Outra Dimensão Esquecida nas Organizações

Partindo da compreensão das características da Sociologia Industrial, John Hassard considera o tempo de trabalho uma dimensão esquecida nas organizações. Ele reconhece dois enfoques de análise: o do tempo linear e o do tempo cíclico. É no primeiro que as empresas se respaldam para concretizar suas racionalidades e seus propósitos econômicos. Contudo, tal fato que contribuiu e está contribuindo a florescência da sociedade de consumo renega os tempos individuais, de coletivos e da sociedade. Neste sentido, o autor propões reflexões em favor do paradigma cíclico, que se constituem em desafios para a abordagem adequada das relações temporais humanas, como pode ser visto no esquema a seguir:

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