Convivência como referência de hospitalidade

por Lucas Pereira
Acadêmico do Curso de Gestão em Hotelaria
da Castelli – Escola Superior de Hotelaria – Canela – RS

Site - Imagem 4O homem por ser um ser social tem necessidade de viver em grupo. Unidas as pessoas se sentem mais protegidas, principalmente em termos de segurança, pois a união faz a força.

Desde os tempos mais antigos, as pessoas já viviam em grupos, com algum tipo de organização, pois assim se ajudavam mutuamente, na caça, na agricultura e na proteção do grupo contra ataques de animais ou outros inimigos.

Para que haja uma boa convivência, em qualquer grupo, é necessária a observação de alguns quesitos, que, se não forem seguidos, podem tornar o convívio insuportável. Sempre que as pessoas se reúnem, quer seja para formar um condomínio residencial, formar uma sociedade, esportiva ou cultural, promover uma festa, uma celebração ou qualquer evento que envolve um grupo ou uma sociedade, onde existe um objetivo comum, é necessária a criação de regras ou leis que devem ser seguidas por todos para atingir o seu fim. Desta forma, viviam as sociedades antigas e também assim vivem as sociedades de hoje.

Pensando em termos de turismo, hotelaria e hospedagem, deve-se ter uma preocupação muito grande com o quesito hospitalidade, pois sendo a convivência um dos pilares da hospitalidade, deve o anfitrião conhecer os hábitos do hóspede de modo a tornar sua convivência, durante a estada, o mais agradável possível. Para garantir essa boa convivência vários itens devem ser observados, a começar pelas instalações, acomodações, equipe de trabalho, culinária, programação de atividades para acolhimento do hóspede e muitos outros. A equipe de trabalho, desde o recepcionista, até o diretor precisa estar preparada e bem engajada para garantir uma boa convivência do hóspede durante a sua estada, pois a satisfação do hóspede é o que garante a continuidade do negócio hoteleiro, pois se este não se sentir bem ele não retorna e faz propaganda negativa, mesmo sem querer, pois apenas informando que sua convivência não foi boa, desencorajará outros a se hospedarem ali. Práticas simples como alocar as pessoas de mesmos hábitos e culturas, mais próximas umas das outras são importantes para a boa convivência dos hóspedes. Não devemos cometer o erro de colocar próximos, hóspedes que historicamente tem divergências políticas, culturais ou religiosas. O anfitrião deve preparar um ambiente de convívio saudável onde o hóspede sinta-se como na sua casa, ou melhor, nunca pior. Este bom convívio tem relação direta com o tempo de estada do hóspede, pois conviver um dia em determinado lugar, é bem diferente de conviver uma semana e é muito diferente do que um mês ou um ano.  Essa convivência ou tempo de permanência, pode ser classificada em convivência temporária, convivência sazonal ou convivência permanente. No primeiro caso trata-se de um visitante, no segundo caso pessoas que viajam a regiões por períodos mais longos e por último grupos familiares que passam a influenciar  e são influenciadas pelas comunidades nacionais ou regionais sendo possível constatar muitas evidências a respeito desse convívio.  Com relação à intensidade da convivência poderá ser caracterizada como um simples envolvimento, com comprometimento mais intenso e profundo, estabelecendo um elo de coesão e reciprocidade caracterizando uma comunhão entre as pessoas. Por último, a celebração, como sendo uma forte carga de emoção onde se compartilha o sucesso e a alegria de um, sendo sentida por todos de determinado grupo. Esta sinergia sentida por todos repercute no exercício da hospitalidade. Então toda conquista merece uma celebração ou todo encontro com um amigo também cabe celebração para um bom convívio.

Segundo Castelli, (2010, p.157) “é necessário perceber que fazemos parte da “Teia da Vida”, que somos vasos comunicantes, que estamos numa estreita relação de dependência. A harmonia e a paz desse todo, do qual fazem parte todos os seres animados e inanimados, dependem, em especial, da atuação da família humana, que não tem se mostrado tão sábia nestes últimos séculos”.

CONCLUSÃO

A promoção de um ambiente que proporcione uma boa convivência do hóspede, durante a sua estada constitui fator de extrema importância dentro do ramo de hotelaria, pois se o hóspede não se sente bem, não volta e, além disso, ao contar suas experiências, desencoraja outros a ali se hospedarem automaticamente fazendo propaganda negativa. Se o hóspede não voltar ou não der boas referências do local onde se hospedou, o negócio se encaminhará para o fracasso.

 REFERÊNCIAS

CASTELLI, G; CASTELLI, S. Hospitalidade: uma vantagem competitiva. Canela: São Miguel, 2010.

CASTELLI, Geraldo. Hospitalidade: a inovação na gestão das organizações prestadoras de serviços. São Paulo: Saraiva, 2010.

CASTELLI, Geraldo. Gestão Hoteleira. São Paulo: Saraiva, 2006.

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Postado em Marketing da Hospitalidade por Cleon Gostinski em abril 26th, 2013 às 22:39.

10 comentários

10 de Comentários

  1. Quanto à pertinência de conteúdo o texto se apresenta qualificado. Foi escrita novamente e indevidamente uma “Introdução”, como consta na avaliação do artigo 3;
    Quanto à demonstração de Raciocínio Lógico: a discussão demonstra coerência;
    Quanto à originalidade das ideias: Estabeleceu-se uma linha de raciocínio com satisfatória originalidade.

  2. Aileen Crane abr 30th 2013

    Mas esse é apenas um entre muitos cuidados e regras para garantir a boa convivência entre anfitriões e visitantes, de modo que os convidados se sintam à vontade (mas não tanto), e a rotina de quem recebe seja respeitada.

  3. Tyson V. Mckinney jun 17th 2013

    Uma instituição sem fins lucrativos, sem qualquer tipo de apoio externo, dedicada a garantir aos seus associados um bom serviço de saúde. Parece uma fórmula com todos os ingredientes para a falência, mas é precisamente o oposto que se verifica. Paralelamente ao número de sócios, também o número de serviços aumenta. “A nossa previsão é que as pessoas continuem a procurar os nossos serviços, principalmente agora que se vão reduzir as comparticipações nos medicamentos”, afirma Trincão Marques, Presidente da Direcção. No entanto, a popularidade da associação não se restringe ao desconto de 10% nos medicamentos, pois também existem descontos noutras áreas específicas da saúde, como óptica, ortopedia e análises clínicas. Os associados do Montepio contam ainda com descontos num ginásio da cidade e em espectáculos no Teatro Virgínia. Para além destes motivos de interesse, outro factor que ajuda ao sucesso da associação é o período curto de espera para consultas, assim como o facto de as consultas de clínica geral terem o custo de apenas 6€, graças à disponibilidade do dr. Pena Ramos, que tem “uma atitude verdadeiramente mutualista”, acentuou Trincão Marques.

  4. Permear as organizações prestadoras de serviços com a cultura da hospitalidade, desafiando os seus colaboradores a agirem com atitude hospitaleira, nos relacionamentos com os colegas e com os clientes, é o caminho proposto em “Ô de casa! Hospitalidade: uma vantagem competitiva”. Uma obra que proclama um paradigma inovador para a gestão das organizações prestadoras de serviços. Um paradigma que estabelece um patamar de interfaces que tocam fundo a alma das pessoas, enquanto colaboradores, clientes e cidadãos. Um paradigma que amplia a capacidade atrativa das organizações, deixando portas abertas para um próximo encontro. ADQUIRA SEU EXEMPLAR! Para adquirir um exemplar do livro Ô de Casa! Uma vantagem Competitiva – envie um e-mail para castelli@castelli.edu.br com sua solicitação. Entraremos em contato. Boa leitura!

  5. get smart nov 26th 2013

    Segundo alguns especialistas, a capacidade de produzir inovações está intimamente relacionada a aspectos geográficos e culturais. O Brasil, em função de sua estrutura social, política e econômica não tem obtido um desempenho satisfatório comparado aos países asiáticos, que são igualmente economias emergentes. Países como a Coréia do Sul tem desempenho 24 vezes maior do que o Brasil na produção de novas patentes. Um número que reflete o posicionamento estratégico de alguns países frente à perspectiva de desenvolvimento tecnológico, além de estabelecer, implicitamente, a importância da formação escolar das pessoas. Esta visão estratégica geralmente traz grande possibilidade de crescimento sustentável.

  6. Gold Price nov 30th 2013

    “O cliente hoje tem acesso a um número vasto de informações que pode utilizar quando pretende viajar. Ele pode conferir não somente os melhores horários e preços para voos, como também visualizar fotos do hotel onde estará hospedado, o nível de conforto e o que as pessoas estão dizendo a respeito do estabelecimento”, diz Alexandre Umberti, Diretor de Marketing e Produtos da e-bit, em entrevista ao Mundo do Marketing.

  7. Cedric V. Sims jan 12th 2014

    Valor: Como esse modelo de negócio será afetado diante da crescente consciência das pessoas em relação à diminuição do consumo?

  8. Virgie Holder jan 14th 2014

    “Meu principal objetivo é estimular um primeiro contato das pessoas com o universo da decoração, para desmistificá-la. Um caminho que sempre indico é a pessoa reinventar o próprio ambiente, selecionando as peças a que mais se afeiçoa e as destacando. Organização e limpeza também ajudam muito, e não tem alto custo”, afirma Galeazzo.

  9. Se uma determinada organização contar apenas com uma única unidade de negócios, as decisões do primeiro e segundo níveis são tomadas pelas mesmas pessoas. Em organizações com múltiplos negócios, as decisões no nível da unidade de negócios são tomadas pelos executivos de maior nível dentro da unidade; no nível da área funcional, as decisões são tomadas pelos respectivos gestores.

  10. Williams Pena jan 30th 2014

    Também é importante entender que errar ao segmentar seus clientes tem um efeito ruim para a marca, já que hoje em dia os usuários estão acostumados a usar as redes sociais para repassar as mancadas das empresas. Dessa forma, procure por ferramentas que ofereçam relatórios completos sobre a sua base de clientes. Com isso em mãos seus produtos ou serviços estarão ao alcance das pessoas certas.


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