Precificação como fator-chave ao plano de marketing

por Natália Finger
Acadêmica do Curso de Gestão em Hotelaria
da Castelli – Escola Superior de Hotelaria – Canela – RS

Imagem - Artigo Insanicom 5O ato de comprar virou uma necessidade em nosso meio social e realizamos esta ação verificando diversos fatores influentes, descontos, qualidade do produto, entre outras e tomando decisões. Comprar é uma ação que realizamos sempre com agilidade, porém para um bom empresário é necessário sair deste conforto e passar para o outro lado do negócio, pensar em como precificar um produto que dê lucro para sua empresa, atenda as necessidades e expectativas dos consumidores e seja um produto e/ou serviço competitivo no mercado.

O preço pode ser considerado um problema ou uma ajuda para a empresa. Afinal, os produtos com preço mais inferior ficam “definidos” como um produto “comum”, onde a pessoa geralmente não cria expectativas grandes sobre produto e/ou serviço. Já preços mais elevados podem significar qualidade para os consumidores. Muitos clientes/consumidores adquirem um produto pela sua marca, mesmo tendo o mesmo produto, de marca diferente, e por um preço mais inferior acabam preferindo gastar mais e investir na marca que conhecem.

Para um produto ser de qualidade superior aos demais oferecidos no mercado, e poder cobrar a mais por esta superioridade o mesmo deve primeiramente trazer os benefícios que superem a expectativa do cliente, surpreendendo o mesmo e ainda criar expectativas muito além daquilo que o mesmo espera pelo produto e/ou serviço oferecido. Este caso de valorização de um produto de qualidade ainda é visto com ‘maus olhos’ por algumas pessoas, trago o exemplo dos meus pais, donos da maior e mais completa livraria da cidade de Ivoti. Anos passam e algumas pessoas sempre fazem a tão conhecida frase “nossa, como está caro, no mercado consigo por menos preço”. Porém, deixam de analisar o que está vindo além deste produto, afinal, meus pais buscam a excelência no bom atendimento e primam pela melhor qualidade possível para oferecer aos seus clientes, garantindo que o lápis que for comprado aqui trará benefícios para os mesmos, surpreendendo no quesito qualidade, diferentemente do simples lápis comprado no mercado por menos preço.

Segundo Kotler (2004) preço é a quantidade de dinheiro que se cobra por um produto ou serviço, sendo a soma de todos os valores que os consumidores trocam pelos benefícios de obter ou utilizar um produto ou serviço. Dentro dos 4 P’s o preço é o único que gera retorno e é flexível, afinal, podemos alterá-lo rapidamente, caso necessário, já os demais, produto, propaganda e praça, geram custos.

A determinação de preço antes de formar um produto para atingir determinado público alvo deve ser baseado em considerações sobre o público consumidor e analisar os custos que poderão garantir a cobrança deste preço. Segundo Kotler (2004) inserindo-se valor ao produto, permite-se cobrar mais pelo mesmo (KOTLER, 2004).

É claro que existem diversos tipos de mercados, que vão desde o segmento onde o preço é o mais importante, até o segmento onde a satisfação do cliente perante suas necessidade é o que importa. O consumidor de determinados segmentos buscará pelo produto que irá satisfazer suas necessidades e este estará disposto a pagar mais por isto, porém, ele precisa ter a confirmação do benefício deste produto que está adquirindo.

Este é um mercado muito bom para as empresas, porém exige muito mais das mesmas, pois o consumidor também realiza sua pesquisa de mercado, afinal, ofertas e bom preço é o que mais encontramos pelo mercado, além deste cliente ser muito mais exigente que os demais. Para a empresa se destacar com a qualidade e o serviço que presta aos seus clientes, esta precisa divulgar no mercado que possui um diferencial, como no caso da livraria em Ivoti. Meus pais estão neste mercado há muito tempo, com clientes fiéis desde então, e mesmo o preço sendo ‘elevado’ para algumas pessoas, o diferencial é que compensa por tudo isto, afinal, buscam oferecer o que outras livrarias não tem e sempre pensando em satisfazer o nosso cliente.

A empresa pode obter maiores investimentos para buscar esta excelência no produto e/ou serviço oferecido, porém, se realizados de maneira bem direcionada os lucros desta serão ainda maiores e mais satisfatórios, afinal, um cliente bem recebido e com as necessidades supridas é gratificante.

REFERÊNCIAS:

KOTLER, Philip, ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. 9ª. ed. São Paulo: Prentice-Hall, 2004.

Estratégias de preço. Disponível em:  http://www.ebah.com.br/content/
ABAAAAW4YAK/estrategias-preco. Acesso em 01 de Abril, 2013.

THEISS, José Reinaldo. Custos e preços sugeridos de venda. Blumenau: Odorizzi, 2005.

Precificação de produtos. Disponível em:
http://contaazul.com/blog/2012/03/precificacao-de-produtos/. Acesso em 01 de Abril, 2013.

 

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Postado em Administração de Marketing por Cleon Gostinski em maio 9th, 2013 às 12:30.

3 comentários

3 de Comentários

  1. Gregg G. Austin mai 10th 2013

    Como parâmetro para o estabelecimento dos preços dos produtos pelo mercado, a oferta possui um peso inversamente proporcional (quanto maior a oferta, menor o preço). A oferta é influenciada diretamente pela demanda do produto.

  2. Quanto à pertinência de conteúdo: o texto se apresenta com baixa qualificação. Não houve relacionamento do conteúdo com a visão sistêmica. As questões de precificação foram abordadas superficialmente em uma perspectiva pouco embasada.
    Quanto à demonstração de Raciocínio Lógico os posicionamentos revelam muitas vezes redundantes não proporcionando adequada fluidez;
    Quanto à originalidade das ideias é importante trazer as vivências próprias para o debate. Contudo, a questão de precificação é comentada de forma primária, não destacando os aspectos fundamentais.
    É importante salientar que os artigos devem procurar abranger um maior número de aspectos influenciadores das questões em debate.

  3. Kristina G. Rojas mai 15th 2013

    Quando se procura comparar ou analisar o comportamento do PIB de um país ao longo do tempo, é preciso diferenciar o PIB nominal do PIB real. O primeiro diz respeito ao valor do PIB calculado a preços correntes, ou seja, no ano em que o produto foi produzido e comercializado, já o segundo é calculado a preços constantes, onde é escolhido um ano-base onde é feito o cálculo do PIB eliminando assim o efeito da inflação. Para avaliações mais consistentes, o mais indicado é o uso de seu valor real, que leva em conta apenas as variações nas quantidades produzidas dos bens, e não nas alterações de seus preços de mercado. Para isso, faz-se uso de um deflator (normalmente um índice de preços ) que isola o crescimento real do produto daquele que se deu artificialmente devido ao aumento dos preços da economia.


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