Solidariedade como referência de hospitalidade

por Lucas Pereira
Acadêmico do Curso de Gestão em Hotelaria
da Castelli – Escola Superior de Hotelaria – Canela – RS

Site - Imagem 7A palavra solidariedade deriva de palavras latinas solidum que significa totalidade, soma total, segurança, e da palavra solidus que significa sólido, maciço, inteiro. Dentro do senso comum a solidariedade está ligada às emoções, que seria sensibilidade para com os seres menos favorecidos, significando uma atitude de caridade. No entanto, esta concepção é unilateral, pois os ricos deveriam ser solidários com os pobres, mas a solidariedade deve ser uma atitude recíproca.

Para Castelli, (2010, p.165) a solidariedade se constitui uma das virtudes essenciais da família humana onde são oportunizados,  a união de interesses, simpatias e objetivos de um grupo.

Para o professor doutor João Carlos Almeida a expressão “solidariedade” se popularizou a partir da década de oitenta, pelo Sindicato Solidariedade na Polônia com o sindicalista Lech Walesa um de seus maiores lideres, que foi contemplado com o Premio Nóbel da Paz em 1983.

A solidariedade deve ser espontânea. Solidariedade é ter a certeza da presença de alguém, quando não houver mais esperança.

Segundo Rubem Alves, (2008, p.12)

A solidariedade nem se ensina, nem se ordena, nem se produz. A solidariedade tem de brotar e crescer como uma semente, ela é um sentimento que nos torna humanos. A solidariedade é como o  ipê: nasce e floresce, mas não em decorrência de mandamentos éticos ou religiosos.. Não pode se ordenar: “seja solidário”. A solidariedade acontece como um simples transbordamento: as fontes transbordam… Da mesma forma como o poema é um transbordamento da alma do poeta e a canção, um transbordamento da alma do compositor…

A solidariedade é uma voz de defesa no meio da gritaria estridente de acusações. É a manifestação eloquente, ainda que silenciosa, da presença solidificante na sustentação em meio aos fortes ventos de tempestade criados por articulações maléficas dos que só se solidarizam para fazer o mal, o que não é solidariedade, mas cumplicidade, ser solidário é ser companheiro de voz.

Como podemos praticar a solidariedade dentro do ramo hoteleiro?

Como foi abordado nas linhas anteriores, ser solidário é participar dos problemas do outro, ajudando-o a superar a sua dificuldade, seja com palavras, atos ou simplesmente com a sua companhia, ouvindo-o.

Um hotel recebe hóspedes que ali chegam, vindos das mais diferentes regiões e por muitos diferentes motivos. Pode ser por negócios, emprego, estudos ou ainda fugindo ou se protegendo de alguma ameaça causada por política, religião, ideologias e outras causas. Podem-se citar exemplos de guerras, onde muitas pessoas, do dia para a noite precisam juntar alguns poucos pertences, fazerem suas malas e deixarem suas casas em busca de abrigo e segurança. Ao chegarem num outro país ou região ou durante esta viagem, estas pessoas precisam se hospedar e, neste momento de angústia e fragilidade, o que mais elas precisam, é segurança e solidariedade. É neste momento que a equipe hoteleira precisa estar preparada para identificar no hóspede, suas carências e seus anseios e hospedá-lo de forma que ele sinta-se protegido, seguros e tranquilo, notando que existe alguém solidário aos seus  problemas.

CONCLUSÃO

A solidariedade é um ato nobre do ser humano, que consegue identificar no outro esta carência, esta fragilidade, esta necessidade e, espontaneamente, se oferece para ajudar ou partilhar com o outro. Esta ausência ou falta pode ser simplesmente a saudade da família ou dos amigos, quando se fica algum tempo distante, a trabalho, para estudar ou outro fim qualquer.

Uma boa equipe hoteleira é aquela que entre outros atributos da hospitalidade, também tem  a capacidade de identificar e entender as necessidades do hóspede ajudando-o a minimizá-las, agindo de forma solidaria para que o hóspede sinta-se bem.

REFERÊNCIAS

CASTELLI, G. CASTELLI, Silvana. Hospitalidade: Uma vantagem Competitiva. Canela. Escola Superior de Hotelaria, Editora São Miguel, 2010.

CASTELLI, Geraldo. HOSPITALIDADE. A inovação na Gestão das Organizações Prestadoras de Serviços. São Paulo. Editora Saraiva. 2010.

Alves, Rubem. As melhores crônicas de Rubem Alves. Rubem Alves. Campinas. Editora Papirus. São Paulo, 2008.

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Postado em Marketing da Hospitalidade por Cleon Gostinski em maio 24th, 2013 às 12:12.

2 comentários

2 de Comentários

  1. Quanto à pertinência de conteúdo o texto se apresenta qualificado;
    Quanto à demonstração de Raciocínio Lógico: a discussão demonstra coerência;
    Quanto à originalidade das ideias: Estabeleceu-se uma linha de raciocínio com satisfatória originalidade.

  2. Christian S. Byers fev 8th 2014

    Segundo dados da ONU, 147 milhões de pessoas fumam maconha no mundo, o que faz dela a terceira droga psicoativa mais consumida do mundo, depois do tabaco e do álcool. A droga é proibida em boa parte do mundo, mas, desde que a Holanda começou a tolerá-la, na década de 70, alguns outros países europeus seguiram os passos da descriminalização. Itália e Espanha há tempos aceitam pequenas quantidades da erva – embora a Espanha esteja abandonando a posição branda e haja projetos de lei, na Itália, no mesmo sentido. O Reino Unido acabou de anunciar que descriminalizou o uso da maconha – a partir do ano que vem, a droga será apreendida e o portador receberá apenas uma advertência verbal. Os ingleses esperam, assim, poder concentrar seus esforços na repressão de drogas mais pesadas.


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