Mudança: a única verdade inquestionável do universo

Concluido o projeto 2011-2, é o momento de remodelar conceitos e de buscar identidades compatíveis com o ritmo de mudanças no qual estamos idelevelmente inseridos. Assim, o insani.com.br se propõe a discutir Tópicos Especiais em Administração, com ênfase nas complexidades do relacionamento dos indivíduos nas organizações no  primeiro semestre 2012 junto a uma turma de educandos da FACCATFaculdades Integradas de Taquara no Rio Grande do Sul.

Partindo da identificação de novas singularidades, a futura proposta de trabalho  contempla a geração de conhecimentos capazes de desencadear novas compreensões  a fim de determinar as ações empresariais na sociedade contemporânea.

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MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safári de estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico – Páginas 11 a 25 e KAPLAN, R. S.; NORTON, D. P. Organização orientada para estratégia – Páginas 77 a 144 – Visão de Cleon Gostinski

MintzbergAhlstrand e Lampel proporcionam uma excelente visão sobre a amplitude das possibilidades do pensamento estratégico e Kaplan e Norton estabelecem fórmulas para operacionalizar estratégias e objetivos junto ao já bastante difundido processo Balanced Scorecard. A seguir, uma visão de integralidade entre as teorias discutidas pelos autores.

Em primeira perspectiva estão as diferentes escolas que demonstram a evolução da concepção estratégica empresarial: de uma ação prescritiva para visões descritivas centradas primeiramente no indivíduo, também considerando forças e agentes externos e, finalmente, culminando em uma postura multidimensional para o equacionamento de complexidades. Um dos processos amplamente aceitos e difundidos para a operacionalização da administração estratégica é o Balanced Scorecard que proporciona a moldagem de objetivos através de uma cadeia lógica acionada por vetores mobilizadores de criação de valor.

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BAUER, Ruben. Gestão da mudança: caos e complexidade nas organizações – páginas 150-221 – Visão de Cleon Gostinski

Bauer associa a teoria da complexidade ao contexto empresarial, definindo diferentes visões para as organizações no contexto atual.

No mapa conceitual, a seguir, uma visão perceptiva de interesse para a disciplina marketing estratégico:

Bauer considera que a normatividade é essencial para se estabelecer a coerência da atividade empresarial. Contudo, a Organização Casual Clássica, que tem como base este fundamento mostra-se um modelo em franco esgotamento.  Na verdade, a “Teoria da Transformação” discute novas formas de adaptação empresarial, que podem ser identificadas através de quatro tipos de organização: a Caótica, a Auto-organizante, a Auto-poiética e a Evolutiva por Saltos, que não são estanques entre si, pelo contrário, admitem configurações comuns, sempre dependendo da evolução e perfil de negócio.

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BAUER, Ruben. Gestão da mudança: caos e complexidade nas organizações – páginas 63-149 – Visão de Cleon Gostinski

Para se compreender como as Associações Humanas podem se dar como Sistemas, Bauer propõe interessantes correlações que fundamentam a contestação do paradigma Cartesiano Newtoniano em favor de uma visão de complexidade.

No mapa conceitual, a seguir, uma visão perceptiva de interesse para a disciplina marketing estratégico:

Considerando as teorias de Maturana e Varela se compreende através da Autopoiesis que os indivíduos, a sociedade, o planeta Terra e até mesmo o Espaço Sideral estão subordinados a um sistema estratificado. Assim, as Associações Humanas como as organizações, as empresas, os grupos sociais e a família vivem em condição de autotranscendência. Na verdade, Bauer defende que vive-se em um paradigma de cenários encadeados e de mudanças contínuas, onde a comunicação promove, no âmbito das relações humanas, as condições de complexidade múltiplos estímulos espontâneos, induzidos e/ou aleatórios. Neste enfoque, a transdisciplinaridade pode capacitar para que se compreenda uma “ordem” relativa em um Estado Caótico. Considerando a existência de inúmeras variáveis se reconhece que a compreensão do universo de fenômenos a que todos estão sujeitos é extremamente limitada, mas que em função da identificação de propriedades emergentes em cada composto de variáveis é possível delinear atratores, responsáveis por resultados e desencadeamento das mudanças contínuas. Assim, se constrói o Caos Determinístico que implica na evolução, involução ou extinção dos sistemas.

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BAUER, Ruben. Gestão da mudança: caos e complexidade nas organizações – páginas 17-61 – Visão de Cleon Gostinski

Avaliando o texto de Bauer verifica-se que seu pensamento esta centrado em descrever e comparar primordialmente dois paradigmas atualmente em andamento na sociedade global: o voltado para uma visão de simplificação dos fenômenos – conhecido como cartesiano e outro que reconhece a existência da complexidade – denominado sistêmico.

No mapa conceitual, a seguir, uma visão perceptiva de interesse para a disciplina marketing estratégico:

Foi definido como foco principal da análise as relações de antagonismo entre os paradigmas 1 e 2 dominantes e que são motivo de uma legítima revolução científica, pois o que versa sobre complexidades aponta claras anomalias no positivista, promovendo severas mudanças no modo de pensar e agir da sociedade. Considerando ainda a existência de um terceiro paradigma primordial, o Aristotélico-Tomista, que percebe a realidade como um misto de ciência e realidade, procura-se entender como todos contribuem e estão a contribuir para futuras ações empresariais. Reconhece-se que foi através dos primeiros passos da revolução tecnológica que se estabeleceram as bases das teorias de administração, ainda hoje essencialmente ligadas ao paradigma 01, mesmo que muito já se tenha evoluido.
Em uma perspectiva comparativa verifica-se contudo, permeabilidade entre os dois paradigmas a partir da contestação de valores como “progresso acima de tudo” e o “homem onipotente“, da aceitação que é fundamental a existência de uma “normatividade” e de que o homem precisa reconhecer sua “responsabilidade” e “dependência do sistema global“. Só desta forma será possível que as organizações se conscientizem  das complexidades inerentes a suas ações como “um sistema de relações e interaçõesprodutivas.

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