A importância do composto de comunicação para o plano de marketing

por Natália Finger
Acadêmica do Curso de Gestão em Hotelaria
da Castelli – Escola Superior de Hotelaria – Canela – RS

Imagem Artigo Insanicom 8Após a empresa ter decidido as questões anteriores, referentes à determinação do produto e/ou serviço, precificação e os meios de comercialização é hora da mesma se comunicar com fornecedores, concorrentes, clientes e consumidores a fim de vender e promover o produto e/ou serviço. Este fato possui o nome de comunicação mercadológica.

Basicamente, esta comunicação possui a finalidade de realizar uma venda a curto prazo. Os principais objetivos são criar e fortificar relacionamentos, aumentar o número de clientes, construir imagens favoráveis entre outros. Segundo Bettarelli, comunicação mercadológica é toda forma de comunicação capaz de atingir um objetivo de marketing, e deve ser elaborada a partir do quadro sociocultural do consumidor-alvo.

Ou seja, a empresa precisa verificar qual será sua “área de atuação” para atingir o consumidor, se a mesma está estabelecida em um local com uma comunidade sem tantos benefícios financeiros a mesma terá que trazer produtos diferenciados, preços menos elevados e realizar toda uma divulgação dirigida para este público, para que a mesma obtenha uma boa resposta e bons lucros.

Segundo KOTLER (2002), os canais de comunicação são empregados para transmitir mensagens a compradores-alvos e deles receber mensagens. Em geral, esses canais consubstanciam-se em: jornais, revistas, rádios, televisão, correios, telefone, outdoors, folders, internet, feiras, eventos corporativos, entre outros.

Com esta “facilidade” na comunicação, as pessoas acabam sendo atacadas por informações publicitárias, principalmente na internet ou redes sociais, por exemplo, o site youtube, um meio que recebe muitos acessos e agora para o usuário que deseja ver um clipe musical muitas vezes precisa aguardar o anuncio publicitário que aparece de forma “obrigada”. Ou seja, até não querendo receber o conteúdo, muitas vezes o consumidor fica incapacitado de fugir.

Nos dias atuais as empresas que se adaptarem ao desenvolvimento tecnológico de informação conseguirão obter uma grande quantidade sobre os seus consumidores, conhecer melhor os seus hábitos e isto acaba garantindo para a empresa maior conhecimento na hora de criar uma estratégia para venda, conseguindo atingir melhor as expectativas do seu público alvo.

Porém, com todas estas opção para chegar até seu consumidor a competitividade que acaba aumentando, pois é necessário que a mesma após conseguir distinguir seu público, aprenda a se comunicar da forma “correta”. Afinal, é fundamental para uma empresa possuir uma boa imagem no mercado e ter o seu público em contato com os produtos, mas para isto é importante que os fatores de publicidade e propaganda sejam reconhecidos e devidamente valorizados. Pois todo recurso que a mesma investirá, de uma forma adequada, irá proporcionar mais crescimento e visibilidade.

Em suma, a comunicação mercadológica deve ser realizada após muitas pesquisas de mercado, ter de forma clara a visão sistêmica de cada etapa que a mesma terá que passar.

De um modo geral, entende-se que a comunicação mercadológica se encarrega de todas as manifestações simbólicas de um mix integrado de instrumentos de comunicação persuasiva para conquistar o consumidor e os públicos-alvo estabelecidos pela área de marketing. (KUNSCH, 2003. p. 164).

RFERÊNCIAS:

KUNSCH, Margarida M. Krohling. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus, 2003.

PEREZ, Clotilde: BAIRON, Sérgio. Comunicação e marketing: teorias da comunicação e novas mídias, um estudo prático. São Paulo: Futura, 2002.

BETTARELLI, Rosicler. Artigo: Comunicação mercadológica. Disponível em: <http://comunicandocm2009.files.wordpress.com/2010/05/comunicacao-mercadologica-contexto.pdf> Acesso em: 14 de Maio, 2013.

KOTLER, Phillip. Administração de marketing. São Paulo: Atlas

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Linguagem do Corpo, Gestualidade e Comunicação

Em relevantes reflexões sobre a expressão corporal na vida profissional, Pierre Feyereisen e Jacques Dominique de Lannoy em seu artigo Linguagem do Corpo, Gestualidade e Comunicação, descrevem os fenômenos que conduzem à formação da empatia, relacionando as perspectivas teóricas no estudo dos sinais corporais, a análise intercultural dos gestos e a perspectiva etológica dos gestos nas organizações. Desta forma, é possível conhecer as disposições comportamentais associadas à gestualidade e as relações entre os gestos e a palavra na comunicação. Na imagem, importantes características associadas à gestualidade: os papéis sexuais (a diferença entre os padrões gestuais masculinos e femininos); os traços de personalidade (a expressividade dos selfs nos gestos); as mentiras e contradições (quando os gestos denunciam falsas expressões verbais) e a evolução dos gestos no tempo (as transformações da expressividade gestual humana ao longo da história).

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Palavras: A Ferramenta do Executivo

Alain Chanlat e Renée Bédard discutem importantes aspectos sobre o conteúdo da fala do líder. Partindo das configurações empresariais contemporâneas, marcadas pela racionalidade, os autores argumentam sobre o uso da língua como sistema de signos na criação de sentido; a utilização da fala na construção de individualidades, culminando com a nomeação dos obstáculos e as condições favoráveis ao diálogo no ambiente de trabalho. Finalmente, são especificadas as qualidades humanas que subordinados nomeiam como fundamentais para o exercício da liderança. No esquema, a seguir, um quadro comparativo que coloca as organizações em duas perspectivas diferentes: os Níveis de ComunicaçãoRelacionamento na Empresa para a organização formal (racional) e para a organização real (a verdade por detrás das formalidades).

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BAUER, Ruben. Gestão da mudança: caos e complexidade nas organizações – páginas 63-149 – Visão de Cleon Gostinski

Para se compreender como as Associações Humanas podem se dar como Sistemas, Bauer propõe interessantes correlações que fundamentam a contestação do paradigma Cartesiano Newtoniano em favor de uma visão de complexidade.

No mapa conceitual, a seguir, uma visão perceptiva de interesse para a disciplina marketing estratégico:

Considerando as teorias de Maturana e Varela se compreende através da Autopoiesis que os indivíduos, a sociedade, o planeta Terra e até mesmo o Espaço Sideral estão subordinados a um sistema estratificado. Assim, as Associações Humanas como as organizações, as empresas, os grupos sociais e a família vivem em condição de autotranscendência. Na verdade, Bauer defende que vive-se em um paradigma de cenários encadeados e de mudanças contínuas, onde a comunicação promove, no âmbito das relações humanas, as condições de complexidade múltiplos estímulos espontâneos, induzidos e/ou aleatórios. Neste enfoque, a transdisciplinaridade pode capacitar para que se compreenda uma “ordem” relativa em um Estado Caótico. Considerando a existência de inúmeras variáveis se reconhece que a compreensão do universo de fenômenos a que todos estão sujeitos é extremamente limitada, mas que em função da identificação de propriedades emergentes em cada composto de variáveis é possível delinear atratores, responsáveis por resultados e desencadeamento das mudanças contínuas. Assim, se constrói o Caos Determinístico que implica na evolução, involução ou extinção dos sistemas.

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